Entenda o Pessach, a tradição judaica que acontece no mesmo período
Durante a chamada Semana Santa, conhecida pelos cristãos como um período de fé e reflexão, muitos não sabem que, na mesma época, o povo judeu também vive uma de suas datas mais importantes: o Pessach, ou Páscoa Judaica.
Embora tenham significados diferentes, as duas celebrações acontecem próximas no calendário e carregam algo em comum: a memória, a fé e a libertação.
O que é o Pessach?
O Pessach relembra a libertação do povo judeu da escravidão no Egito, um dos episódios mais marcantes da história judaica, narrado na Bíblia.
Segundo a tradição, os hebreus foram libertos após a ação de Moisés, iniciando uma longa jornada rumo à liberdade. Esse momento é celebrado até hoje como símbolo de resistência, fé e superação.
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Uma semana de significado
Durante o Pessach, que dura cerca de 7 a 8 dias, os judeus seguem tradições específicas. Uma das mais conhecidas é a retirada de alimentos fermentados da alimentação.
Isso acontece porque, segundo a história, o povo judeu saiu do Egito com tanta pressa que não teve tempo de esperar o pão crescer. Por isso, durante esse período, consome-se a matzá, um pão sem fermento.
O jantar mais importante: o Seder
O ponto alto da celebração é o Seder, um jantar especial realizado na primeira noite do Pessach.
Nesse momento, as famílias se reúnem para recontar a história da libertação, em uma mesa cheia de simbolismos:
- 🥬 Ervas amargas – representam o sofrimento da escravidão
- 🍯 Mistura doce (charoset) – simboliza o barro usado pelos escravos
- 🥚 Ovo – representa o ciclo da vida
- 🍞 Matzá – o pão da pressa e da liberdade
É um momento de ensino, memória e união familiar, passado de geração em geração.
Diferença para a Semana Santa cristã
Apesar de acontecerem no mesmo período, as celebrações têm significados distintos:
Cristãos
Celebram a morte e ressurreição de Jesus
Momento de reflexão e fé
Judeus
Celebram a libertação da escravidão no Egito
Momento de memória, identidade e liberdade

