Investigação revela esquema organizado que usava registros falsos para enganar bancos e movimentar dinheiro ilegal
Uma operação de grande escala das forças de segurança do Estado de São Paulo revelou um esquema criminoso que pode ter lesado instituições financeiras por meio de fraudes bancárias e falsas comunicações de crimes, utilizando principalmente transferências via PIX.
A chamada Operação Fictus cumpriu 44 mandados de busca e apreensão, sendo a maioria em Limeira, além de ações em Araras e Campinas, evidenciando a atuação regional do grupo investigado.
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Segundo as investigações, o grupo criminoso atuava de forma estruturada e organizada, utilizando um método que chama atenção: registravam ocorrências falsas para simular crimes e, com isso, tentar obter vantagens financeiras junto a instituições bancárias.
A prática, considerada sofisticada, levanta suspeitas sobre um possível uso estratégico do sistema de registros policiais como ferramenta para aplicação de golpes, o que amplia a gravidade do caso.
A operação foi conduzida de forma integrada entre Polícia Militar e Polícia Civil, com apoio do GAECO, demonstrando o nível de complexidade da investigação e a necessidade de atuação conjunta para enfrentar o esquema.
Até o momento, 38 pessoas foram levadas para averiguação, além da apreensão de simulacros de arma e aparelhos celulares, que passarão por perícia para aprofundamento das investigações.
Os dispositivos apreendidos são considerados peças-chave para entender como o dinheiro circulava, quem participava do esquema e qual era o alcance das fraudes, especialmente no ambiente digital.
A investigação ainda está em andamento e pode revelar novos envolvidos, além de possíveis conexões com outras práticas criminosas.
O caso acende um alerta importante: golpes cada vez mais sofisticados estão explorando brechas no sistema e exigem atenção redobrada de instituições e da população.
Foto: PM

