Cerca de 260 trabalhadores foram desligados nesta quarta-feira; sindicato afirma que empresa alegou falta de recursos para salários, insumos e fornecedores
A indústria cerâmica Incefra paralisou as atividades de sua fábrica em Cordeirópolis, desligamentos dos funcionários ocorreram nesta quarta-feira, 4 de novembro. Cerca de 260 funcionários foram desligados, segundo informações obtidas pelo Portal Martello News junto ao presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Cerâmicas, o Siticecom, Ademar Rangel da Silva.
A empresa possui duas unidades industriais: uma em Cordeirópolis e outra na Bahia. Conforme relatado pelo sindicato após reunião com diretores da Incefra, a paralisação atinge apenas a planta cordeiropolense. A fábrica baiana deverá seguir funcionando.
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De acordo com Rangel, a direção informou que chegou a uma situação financeira em que não seria mais possível manter a operação da unidade local. A justificativa apresentada é de que os recursos disponíveis não comportariam, ao mesmo tempo, o pagamento dos salários, a compra de matéria-prima e os compromissos com fornecedores necessários para manter a produção.
A avaliação levada à reunião, segundo o presidente do sindicato, foi de que a interrupção das atividades seria uma tentativa de evitar um cenário ainda mais grave para a empresa, como uma eventual falência.
A Incefra já vinha enfrentando instabilidade há algum tempo. A fábrica de Cordeirópolis passou por interrupções, retornos parciais e tentativas de retomada da produção. A expectativa de trabalhadores era de que a empresa pudesse se reorganizar e seguir operando, mas a nova paralisação encerra, ao menos neste momento, mais um ciclo de incerteza para quem dependia diretamente da indústria.
Rescisões devem ser parceladas
Ainda segundo o Siticecom, a empresa informou que pretende adotar o parcelamento das verbas rescisórias dos funcionários desligados. As guias para saque do FGTS e requerimento do seguro-desemprego deverão ser liberadas aos trabalhadores.
O sindicato afirma que os empregados que não concordarem com a proposta de parcelamento poderão buscar a Justiça do Trabalho para discutir individualmente seus direitos e os valores devidos.
A forma de pagamento das rescisões tende a ser um dos pontos mais sensíveis deste novo capítulo. Para os trabalhadores, a paralisação representa não apenas a perda do emprego, mas a preocupação imediata com renda, compromissos financeiros e recolocação no mercado de trabalho.
A indústria cerâmica sempre teve peso importante na economia de Cordeirópolis. Por isso, o impacto vai além dos cerca de 150 desligamentos: fornecedores, prestadores de serviço, comércio local e famílias que dependiam da renda gerada pela fábrica também devem sentir os efeitos da interrupção.
O Portal Martello News acompanha o caso desde o início.

