SAMU fora do eixo hospitalar: decisão técnica ou equívoco administrativo?

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A redação do Martello News recebeu denúncia apontando que o SAMU de Cordeirópolis continua instalado na sede do Corpo de Bombeiros, um prédio que apresenta problemas  no sistema de calhas que  apresentam falhas, provocando goteiras e acúmulo de água em diversos pontos ,  mas mesmo existindo espaço adequado junto ao Hospital Municipal, local que, por lógica operacional, deveria concentrar o atendimento de urgência.

A equipe esteve no endereço, no entanto que ao chegarmos, encontramos o vereador Calefi, onde pudemos fazer uma troca de experiências pelos assuntos da cidade.

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A redação constatou a situação  que o prédio apresenta infiltrações e goteiras em diversos pontos do telhado. Marcas de umidade e desgaste revelam que o problema não é recente. Em dias de chuva, segundo relatos, a situação se agrava e compromete o ambiente de trabalho dos profissionais que atuam no socorro à população.

Segundo consta, houve uma reforma em 2024 no telhado, nas calhas e alguns pontos, mas não resolveu o problema como um todo.

O imóvel foi inaugurado na gestão do ex-prefeito Amarildo Zorzo, em 2014, hoje secretário de Segurança, pasta que responde indiretamente pela estrutura utilizada. Apesar do quadro conhecido, até o momento não houve definição concreta sobre a reforma. Informações indicam que existe uma verba de R$ 250 mil, destinada pela deputada Delegada Graciela, através do vereador Rozimar, justamente para a reforma do local, que provavelmente deve ser direcionado ao telhado, principal gargalo da sede dos Bombeiros. Mesmo assim, o cenário segue inalterado no aguardo da verba.

O ponto central, porém, não é apenas a precariedade do prédio, mas a localização do SAMU. Em praticamente todos os municípios, o serviço de atendimento móvel de urgência funciona integrado ao hospital, facilitando a logística, o suporte médico e a agilidade no encaminhamento dos pacientes. Em Cordeirópolis, entretanto, a equipe permanece deslocada, distante do eixo natural do atendimento.

A pergunta que ecoa entre profissionais e usuários é simples: por que o SAMU não está anexo ao Hospital Municipal, onde há estrutura disponível e compatível com a atividade? Até mesmo que a denuncia que chegou é que o local, onde estão alojados também está com muita goteira. Manter o serviço em um prédio com problemas e fora do ambiente hospitalar parece contrariar qualquer critério técnico de eficiência. O hospital foi reformado no ano de 2024 e supostamente deveria ser realocado ao local de origem, mas até o momento não foi feito.

A proximidade física com médicos, enfermagem, farmácia e equipamentos hospitalares não é detalhe;  é parte fundamental do protocolo de urgência. Cada minuto conta, e decisões administrativas não deveriam se sobrepor à lógica do atendimento.

Enquanto a reforma do telhado segue no papel, o debate real continua sem resposta: o SAMU está no lugar certo ou apenas no lugar onde “alguns” querem que fiquem? 

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