Um caso que agora será investigado pela Polícia Civil chamou a atenção das autoridades na manhã desta segunda-feira (29), no Jardim dos Jequitibás, em Limeira. Uma jovem de 18 anos é acusada pelo ex-companheiro de invadir sua residência, provocar um incêndio e realizar uma transferência bancária sem autorização.
A ocorrência foi atendida por equipes da Guarda Civil Municipal, após o homem, de 25 anos, acionar as autoridades e relatar que, ao chegar em casa, constatou que a ex-companheira havia pulado o muro do imóvel, arrombado a porta do quarto e ateado fogo na cama e no colchão.
Segundo o registro, no momento do incêndio não havia ninguém na residência. O Corpo de Bombeiros foi acionado e conseguiu controlar as chamas antes que o fogo atingisse outros cômodos do imóvel.
Áudios podem reforçar a investigação
Durante o atendimento da ocorrência, a vítima apresentou informações que poderão ser analisadas pela Polícia Civil. Segundo ele, a ex-companheira teria encaminhado áudios a um amigo, afirmando que incendiaria a residência e que estaria retirando gasolina de uma motocicleta para colocar o plano em prática.
O conteúdo dessas mensagens poderá integrar a investigação para esclarecer a dinâmica dos fatos e verificar eventual premeditação.
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Homem denuncia PIX sem autorização
Além do incêndio, o rapaz relatou que, durante o relacionamento de aproximadamente seis meses, a jovem teria utilizado seu telefone celular para realizar uma transferência via PIX de R$ 500 para a própria conta, sem sua autorização.
Após perceber a movimentação financeira, ele informou ter contestado a operação junto à instituição bancária, que bloqueou a conta de destino. Ainda conforme seu relato, desde então passou a receber ameaças para que liberasse o valor da transferência.
Vítima pretende solicitar medida protetiva
O homem foi conduzido ao 2º Distrito Policial de Limeira, onde prestou depoimento e manifestou interesse em solicitar medida protetiva de urgência, alegando continuar sendo ameaçado pela ex-companheira.
Até o encerramento da ocorrência, a suspeita não havia sido localizada pelas equipes da Guarda Civil Municipal.
Polícia Civil apura os fatos
O caso foi registrado e será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias da suposta invasão, do incêndio, das ameaças e da transferência bancária denunciada pela vítima.
As investigações também buscarão confirmar a autenticidade dos áudios apresentados e esclarecer se houve prática de outros crimes relacionados ao caso. Enquanto a apuração está em andamento, as denúncias representam a versão apresentada pela vítima e serão analisadas pelas autoridades competentes.

Fotos: Wagner Morente

